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O meu breve cantinho

O meu breve cantinho

Eu pensava que já não existia ...

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Quando me falavam de um amor com sentido verdadeiro, daqueles que via na Walt Disney, pensava eu que aquele "cavalo branco" já estava bem constipado. Eu cheguei a acreditar que haviam os amores antigos e os amores de hoje, como se o amor fosse uma causa da evolução da espécie e não um sentimento, do mais puro, que se nutre pelo outro.

Eu acreditava que aquele homem dos meus sonhos era algo do imaginário, algo bem indefinido. A gentileza bem misturada com uma pitada de rebeldia, o respeito com um sentido de ironia, a paciência com uma gota de preocupação, o carinho num sentido de posse, aquele "tu és minha, como eu sou teu". 

Olhei vezes sem conta para aqueles belos casais, com os cabelitos brancos, muitos deles com umas madeixas pretas, ainda que poucas, a passear de mão dada. Aquela troca de olhares, o sorriso rasgado como se tivessem a ter a primeira conversa das vidas deles, aquele banco de jardim, sobre a sombra do pinheiro mais bonito da cidade, deixou-me acreditar que havia gerações que diferenciavam o amor. 

Já estava tudo tão esquecido, já a pontinha da esperança de "o" encontrar tinha desaparecido, era como se aquele "felizes para sempre" fosse uma frase do filme que me deixava cheia de lágrimas.  

Mas agora eu sei, eu sinto, aquelas borboletas que tantas vezes me falaram, elas estão a percorrer o meu estômago, eu tenho aquela vontade de o ter presente, bem a meu lado, eu comecei a acordar e a adormecer sempre com ele no meu pensamento, eu anseio cada segundo pela chegada dele. Eu olho-o nos olhos, eu vejo o sorriso dele, eu pego na sua mão e sinto que ele é tudo com que eu sempre sonhei, eu deixei de acreditar na "geração do amor "  para acreditar no "testo da minha panela". 

Ele chegou sem cavalo, porque esse continua constipado, mas veio para me despertar aquela felicidade infinita, aquele sorriso estampado no rosto, aquele "Bom dia" cheio de energia. Ele agarrou-me na mão, com um jeito bem carinhoso e fez-me acreditar em todos aqueles sonhos.

... mas afinal existe mesmo!

No meu breve cantinho