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O meu breve cantinho

O meu breve cantinho

Ama as tuas linhas ... há mulheres perfeitas!

Já algum tempo que sigo uma página no instagram que, a meu ver, deveria ser contemplada pela sua capacidade de representar a Mulher como um ser natural e não como um desenho estereotipo à medida da sociedade. 

Na verdade, é praticamente nulo, o interesse na perfeição. Todos deveríamos saber que ela não existe. 

Já dizia Paula Oliveira, "Ser mulher não é ser bonita aos 20, intensa aos 30, equilibrada aos 40 mais sim ser especial a vida inteira." E, dentro dessa especialidade, é indispensável a naturalidade e a graça que toda a Mulher tem, não fossem elas o ser mais trabalhado. 

 

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É inevitável não amar as nossas curvas, afinal de contas são elas que explicam muitas das histórias das nossas vidas. São elas as marcas de um passado que relataremos no futuro. É com a naturalidade e com a mesma paixão que, todos os dias, olho para mim.

Não são as "riscas de zebra" nem a "casca de laranja" que vão definir aquilo que cada Mulher é. Afinal, estamos perante uma história.

 

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Mulheres perfeitas são todas as que se amam, que se aceitam e que são capazes de encarar a realidade do seu dia-à-dia não se deixando perturbar pelas opiniões e olhares indiscretos.

Mulheres perfeitas são todas aquelas que são capazes de amar e viver com intensidade sem que aquelas marcas atormentem o presente.

Mulheres perfeitas são aquelas que se deixam amar e serem desejadas sem limites.

 

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Há mulheres que marcam pela sua sensualidade, pela sua aceitação, pelo seu próprio investimento, pela sua capacidade de se agradar. 

 

No meu breve cantinho

 

 

 

 

Vamos deixar-nos de despedidas.

Ainda agora te estou a ver, estás bem à minha frente e eu, discretamente, observo o teu olhar profundo e atento ao mesmo tempo que lanças aquele sorriso de simpatia. É difícil não gostar de ti, é difícil não falar contigo, é ainda mais difícil não gostar da tua presença.

Estou à dez minutos a olhar para ti, em silêncio penso se te deveria dizer o que, na verdade, eu quero é pedir-te para que hoje seja diferente. Eu não me quero despedir de ti, eu não quero dizer-te um "até amanhã" com o sentimento de que esse amanhã vai levar horas a chegar, eu apenas quero que fiques ao meu lado, bem junto a mim, ainda que seja apenas para te olhar.  

Confesso, cada vez que me despeço de ti é como se um sentimento de vazio se apoderasse de mim, fazes-me falta assim que abres aquela porta, sais e com um sorriso leve levas-me no teu pensamento. 

Vamos deixar-nos de despedidas;

Vamos ficar juntinhos todas as noites, nas mais frias e nas mais quentes;

Vamos partilhar os lençois;

Vamos construir o nosso Castelo;

Vamos ser felizes;

Vamos ver filmes;

Vamos desarrumar o nosso cantinho;

Mas nunca mais nos vamos despedir.

 

No meu breve cantinho

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Eu pensava que já não existia ...

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Quando me falavam de um amor com sentido verdadeiro, daqueles que via na Walt Disney, pensava eu que aquele "cavalo branco" já estava bem constipado. Eu cheguei a acreditar que haviam os amores antigos e os amores de hoje, como se o amor fosse uma causa da evolução da espécie e não um sentimento, do mais puro, que se nutre pelo outro.

Eu acreditava que aquele homem dos meus sonhos era algo do imaginário, algo bem indefinido. A gentileza bem misturada com uma pitada de rebeldia, o respeito com um sentido de ironia, a paciência com uma gota de preocupação, o carinho num sentido de posse, aquele "tu és minha, como eu sou teu". 

Olhei vezes sem conta para aqueles belos casais, com os cabelitos brancos, muitos deles com umas madeixas pretas, ainda que poucas, a passear de mão dada. Aquela troca de olhares, o sorriso rasgado como se tivessem a ter a primeira conversa das vidas deles, aquele banco de jardim, sobre a sombra do pinheiro mais bonito da cidade, deixou-me acreditar que havia gerações que diferenciavam o amor. 

Já estava tudo tão esquecido, já a pontinha da esperança de "o" encontrar tinha desaparecido, era como se aquele "felizes para sempre" fosse uma frase do filme que me deixava cheia de lágrimas.  

Mas agora eu sei, eu sinto, aquelas borboletas que tantas vezes me falaram, elas estão a percorrer o meu estômago, eu tenho aquela vontade de o ter presente, bem a meu lado, eu comecei a acordar e a adormecer sempre com ele no meu pensamento, eu anseio cada segundo pela chegada dele. Eu olho-o nos olhos, eu vejo o sorriso dele, eu pego na sua mão e sinto que ele é tudo com que eu sempre sonhei, eu deixei de acreditar na "geração do amor "  para acreditar no "testo da minha panela". 

Ele chegou sem cavalo, porque esse continua constipado, mas veio para me despertar aquela felicidade infinita, aquele sorriso estampado no rosto, aquele "Bom dia" cheio de energia. Ele agarrou-me na mão, com um jeito bem carinhoso e fez-me acreditar em todos aqueles sonhos.

... mas afinal existe mesmo!

No meu breve cantinho